Boyfriend Hat – gorro pra meninos

Desde que comecei a namorar, o boy nunca tinha pedido nada. Via eu fazer gorro pra um, casaquinho pra outra, amigurumi aqui, doilies ali, mas nunca, nada pra ele.

Dois anos de namoro e finalmente marcamos uma viagem pra Argentina. Bem no inverno. Frio, vento, temperaturas baixas, vinho e frio na orelha. Ele, humildemente, apontou-me o dedo e, em um disparate, decretou que havia feito várias coisas, para várias pessoas, mas para ele, para ele NADA.

Talvez ele esteja certo e eu seja mesmo essa pessoa sem coração que nunca gastou horas e vários novelos de lã de boa qualidade para fazer algo para ele, que ele nunca pedira (homens são tão dramáticos. Quando você pensa que eles não ligam a mínima, lá vem eles ofendidos e chateados e te mostram que eles demonstram interesse sem demonstrar ahhaha).

Bom, touca escolhida, era a hora de escolher a lã. Diferente de minhas amigas, que demoravam e me pediam opinião, ele veio certo de que sua touca seria laranja.

OK pensei eu, não deve ser difícil achar uma lã boa laranja, não deve ser uma cor que sai muito.

Exatamente. Que inferno foi achar essa lã laranja! Não tinha em armarinho nenhum e online eu não arriscaria já que não sabia a qualidade. Depois de muita procura, muito estacionamento pago no centro da cidade, achei! Linda. Macia!

Foram 3. TRÊS. Três gorros feitos para ele. A primeira muito curta. A segunda muito larga. Mas a terceira… é o que eles dizem sobre a terceira né?! A terceira sempre é a mais bonita hahhaa

A receita foi da Purl Soho, que só tem coisa linda! Ele é feito todo em ponto 1t 1m, ou seja PUTA TRABALHO! Mas ficou linda! Admito!

 

 

Aqui vemos namorado alimentado, hidratado e com as orelhas quentinhas! yeyyyyy

5 itens essenciais para qualquer tricoteira

Se você está ainda é iniciante no tricô, anote a listinha abaixo e complete seu kit!

1 – Marcador de Pontos: O marcador de pontos é um divisor de águas na vida de qualquer tricoteira. Ele é essencial para quem tricota com agulhas circulares. Eles são importantes pois te ajudam a identificar o fim de uma carreira. Só por isso já vale a pena adquirir, não é?!

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2 – Agulha de tapeçaria: a agulha é importante para terminar o trabalho. Esconder as pontas do fio para deixar o trabalho finalizado.

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3 – Fita métrica: por razões óbvias, é importante para que o trabalho seja perfeito ter a fita métrica. Um dos motivos é para fazer a amostra e calcular o tamanho da peça.

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4 – Ponteira de agulha: estas proteções das agulhas são ótimas para evitar que numa puxada do fio sem querer, toda uma carreira se desfaça sem que possamos fazer nada!

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5 – Agulha de crochê: Ana, sua louca! Agulha de crochê!? Sim! Quem já perdeu um ponto e tentou recuperá-lo sabe o que estou falando! É bom ter uma agulha de crochê sempre à mão, para evitar maiores desesperos.

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Crochê à bordo

Quando analiso as pesquisas que trazem as pessoas até o blog, vejo que há um grande número de pessoas que têm dúvidas sobre a possibilidade de fazer seu crochê ou tricô à bordo do avião.

Já escrevi uma vez sobre isso (como você pode ver aqui) mas, como tem tempos que não escrevo, voltarei a falar sobre o assunto.

Nunca tive problemas. Admito, porém, que nunca tentei embarcar com as agulhas de tricô compridas e retas. Minhas experiências sempre envolveram agulhas circulares e de crochê. Acho que, por serem menores, e mais discretas, os operadores de raio x dos aeroportos fazem vista grossa e você embarca com elas. Imagino que, carregando as agulhas retas, elas serão facilmente identificadas e classificadas como objeto pontiagudo e você terá que deixá-las na caixa de descarte de materiais.

  
Por determinação legal, agulhas de tricô e de crochê são considerados objetos pontiagudos (acredite se quiser estão classificadas na Catehoria 2 do Manual do Vijante da ANAC, junto com furadeiras e espadas!!) e portanto se o operador de raio x identifica-las em sua bagagem de mão, e mesmo que você tenha metade de um suéter nas agulhas, (sinto muitíssimo) você terá que tirar as agulhas e jogá-las fora OU DESPACHAR sua mala de mão para manter o trabalho são e salvo. Vale lembrar que, caso você opte pelo despacho da mala, você terá que fazê-lo em tempo hábil, ou seja, antes que o check in esteja fechado. Se não houver tempo, byebye needles.

  

Pro choro ser menor, sempre passe uma linha de segurança em seu trabalho.

O que eu posso dar de dica é:

– se for usar agulhas de tricô, opte pelas circulares. Elas são menos “agressivas” (além de que eu sempre conto com a ignorância do operador – atendentes de armarinho não conhecem esta agulha, imagino que eles também não, ficando mais fácil a liberação/ não identificacao).

– se tricô, sempre passe um fio de segurança para evitar a perda dos pontos caso seja necessário a entrega das agulhas.

– se crochê, carregue a agulha num estojo com canetas e lapis. Assim fica mais difícil a identificação.

– não leve todas suas agulhas. Lembre-se, ela já está classificada na mesma categoria de uma espada!

– se você é psicopata e pretende matar geral usando uma agulha de tricô, não diga que você leu as dicas de como levar sua arma do crime aqui 😉

  

PS: genteee, to louca pra terminar esta mantinha logo! SOCORRO!

Once upon a time…

Você já parou e pensou quais foram os primeiros registros do tricô? É.. eu sou este tipo de pessoa que penso sobre essas coisas. Imagino que, quando roupas não eram tão acessíveis, sendo vendidas em lojas e tal, época que você (ou sua esposa, filha, mãe, vó) tinham que fazer (coser) a própria roupa, as pessoas tinham que tricotar. Só que sem receita, sem youtube com tutoriais com técnicas e mais técnincas. Gente… é um assunto sério! Onde será que começou tudo isso? Quem achou que seria uma boa idéia pegar dois gravetinhos secos, ali do chão, e trançar fios de lã, pra fazer roupas?

As peças de tricô mais antigas encontradas foram um par de meias do Egito. Elas são bem complexas, o que nos leva entender que a arte de tricotar é ainda mais antiga, já que, além da complexidade da técnica, também devemos levar em consideração o tingimento dos fios. As meias, datadas do século XI, tem, inclusive, o calcanhar.

Não se sabe, exatamente, onde o tricô se iniciou. Alguns dizem que fora na Europa, outros em países de origem árabe. Prefiro a teoria que dá origem do tricô em países árabes por um simples fato.

Quando tricotamos, fazemos da esquerda pra direita, ao contrário da forma da nossa escrita. Países árabes, no entanto, tem escrita da esquerda para direita, da mesma forma do tricô. Faz sentido!

Bom, o tricô, em suma, tem origem não identificada. Não se sabe, nem mesmo, quando foi originada (talvez se tivéssemos peças com técnicas mais simples, teríamos um ponto da história a ser estudado, mas tudo que se tem são peças bem complexas, peças coloridas), nem porque se originou (o que levou alguém a juntar dois gravetos e tricotar). O que sabemos é que o tricô é uma técnica antiga e que já passa pela história da humanidade há, pelo menos, 10 séculos!

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